sábado, 2 de abril de 2011

constatei que...

... toda música tem jeito

Imitar é vida!

Meus amigos andam reclamando de mim e é bem verdade que tenho enchido os ouvidos deles-péssima companhia-. Aí percebi que o que eu preciso mesmo é escrever para desafogar os ouvidos deles e encher um pouco os de vocês....Fato que tive uma semana atribulada, mas  não me faltou  tempo para o drama, como boa apreciadora. Na sexta-feira veio o repente, potencializado pelas diarréias filosóficas que eu e minha irmã insistimos em ter; a vida só te dá se você se der, manow! Já dizia Jesus, que foi imitado por Vinícius - de moraes-, que foi imitado por Marcela, que foi imitada por mim.


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Contando os segundos...

Museu do Louvre- Paris.
Foto: Priscila Passos

Obrigada, meu Pai, eu não mereço ir mais uma vez, mas o Senhor é misericordioso!

Ps.



Matisyahu*

*Sonho de consumo

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Ninguém fala de amor como Chico Buarque de Holanda

"Paixão é chama que eclode de partículas tão pequenas que nosso cérebro não capta, mas que órgãos mais primitivos sentem na intensidade de um soco no pé do estômago. Mas, você sabe, o que dá prazer é simples e essencial. Os olhos reconhecem, a boca deseja, o estômago sente. Outras partes são muito menos discretas, inclusive. Mas eu ainda penso que está tudo nos olhos, o louco você reconhece na pupila, e o apaixonado também. Porque primeiro você se apaixona com os olhos. Por isso que eu te digo, todo sem vergonha é um grande amante. Paixão é dos sem vergonhas, Carlos, porque paixão te chama na lata, e nessas horas é: “olhos nos olhos, quero ver o que você faz”. Você é muito tímido e tal e eu te perdôo. Mas sabe, tem horas que a vida é imperativa: sejamos, simplesmente [gauche na vida, Carlos]."

Por Marcela P.

Dúvida!

"Qual a sensação de se estar apaixonada? Vasculhando minhas lembranças quase não posso sentir que estive apaixonada um dia, embora ainda tenha sensibilidade de perceber  que o meu próprio corpo trava uma luta para lembrar de não se esquecer nunca.

Meu organismo não guarda uma memória sensitiva muito clara- o que é desesperador!- muito pelo contrário,combate a paixão como se fosse um corpo estranho imerso no meu próprio corpo, que por se mostrar ameaçador é devorado.."

Por Priscila P.

* baseado numa conversa, acompanhada de um café, com minha irmã, Marcela P.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

tectônica reflexiva.

"A cada poema escrito,um "muito obrigada" em alto e bom tom,amplificando o ouvido de toda alma."

Priscila P.

Nem só de pão vive o homem..

...mas de toda a poesia que existe.


"Deixa eu dizer algo bonito para você,
já que hoje senti falta de alguém.
Todos esses dias bons, todas aquelas xícaras de café..
Como um bom saudosista do amor,
resolvi assistir um daqueles filmes dos quais você adora.
Lembrei de todos aqueles vestidos e cachecóis.
Você sempre inventa algo pra voltar no tempo,
até suas frases de ódio são retrô.
Isso me fascina, me inibe do mundo, me apaixona.
Seus lábios não tão doces, mas seu gosto é puro.
Seus olhos refletem felicidade, creio que como em farenheit 451,
sua casa é especial e a antena instalada, não é a da tv.
Naquela tela lcd da sala, em frente a mesinha de chá, roda livros clássicos, livros românticos, livros de contos como esse. De um perdido, achado, no encanto dos olhos, louco de saudade, com você perdida em mim.
O Fuhel ordenou!:  Levanta bombeiro, desperta e queima estas letras que descarregam a angústia.
Perdoe-me os livros, perdoa-me dos gritos que ecoam.
Uma saia de bolinha não faria um soldado chorar, assim como uma novela repetida com dois jovens felizes."

Poema de J.S.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Para o bom entendedor.

Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?


Caetano em Reconvexo.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

For your sad cold days
A little bit of sunshine
Few drops of water and footsteps
The soul pushes against the stairs alone
With pianos in your hair
That's when I wish for you in the train station

Cibelle em Train station
http://www.youtube.com/watch?v=3rRYdIZPxVM&feature=related

a little bit of sunshine.

bonito é o movimento da vida, que nos traz coisas velhas e as (re)moldam; assim  formam-se os pequenos raios de sol.

Priscila P.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

poesia.

Mas se for pra nunca mais voltar
Vou te esperar mesmo sem fim
E se for voltar atrás o que esperar?
Não tema o fim
Direi que sim
Melhor pra mim

S.C
tem um professor meu que é o avô que eu merecia ter. Todos os " inhos" que você possa imaginar.

domingo, 30 de janeiro de 2011

....

Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Trecho do poema Da chegada do amor de Elisa Lucinda.

alvo

Há sempre dois caminhos -quase nunca-claros e distintos, mas tem também os caminhos do meio, quase tão nebulosos quanto àqueles.Conscientemente eu nunca consegui pegar o caminho do meio.Ando me perguntando se há algum benefício numa estrada em linha reta.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Contrato

Quem disse que a Liberdade não pode ser um contrato? Então que seja um contrato entre você e Deus.

Por P.

Estaria satisfeita com isso?

Sensação agridoce da mais completa falta de necessidade.

Por P.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Liberdade.

" Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome."


É de autoria de Clarice, mas eu definitivamente queria ter escrito esta frase.


desencontros.

Outro dia ví um filme que me fez ver que a beleza está aí, muitas vezes não tão óbvia, não tão padronizada como a gente espera.

Há beleza no encontro, mas há também no desencontro. De certa maneira estamos nos separando de algo ou alguém a cada dia que passa e precisamos estar contentes e tranquilos para fazer do desencontro tão belo e siginificativo quanto o encontro.

Não conseguimos explicar a vitalidade de certos desencontros, pois, na verdade,  não há o que se explicar.Certos desencontros não devem jamais ser esquecidos e pronto- podem gerar filmes, também!-. Sempre estarão ali, como poeira nas frestas, como cheiro de livro antigo. Ninguém terá a capacidade de apagá-los.

O desencontro é como o amor, mas exatamente o seu oposto.


Filme el pasado com Gael García Bernal.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Phoenix.

doismiledez não foi o ano do amor arrebatador.
foi o ano do amor gotejado,
talhado na rocha com a paciência do escultor.

como eu, que tanto amo o amor, não fiz para ele uma odisséia?
aqui e agora só o amor importa.

Por P.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Só.

Contudo tomando café, lendo um livro, jogando futebol ou fazendo qualquer outra coisa ele é simplesmente tomado por uma idéia.
O erro dele não consiste em acreditar no sentir, mas sim na brevidade do sentir que faz parecer que toda idéia que o toma só pode suportá-lo por frações de segundos.

Por P.