domingo, 30 de janeiro de 2011

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Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.

Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.

Sem senãos.

Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Trecho do poema Da chegada do amor de Elisa Lucinda.

alvo

Há sempre dois caminhos -quase nunca-claros e distintos, mas tem também os caminhos do meio, quase tão nebulosos quanto àqueles.Conscientemente eu nunca consegui pegar o caminho do meio.Ando me perguntando se há algum benefício numa estrada em linha reta.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Contrato

Quem disse que a Liberdade não pode ser um contrato? Então que seja um contrato entre você e Deus.

Por P.

Estaria satisfeita com isso?

Sensação agridoce da mais completa falta de necessidade.

Por P.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Liberdade.

" Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome."


É de autoria de Clarice, mas eu definitivamente queria ter escrito esta frase.


desencontros.

Outro dia ví um filme que me fez ver que a beleza está aí, muitas vezes não tão óbvia, não tão padronizada como a gente espera.

Há beleza no encontro, mas há também no desencontro. De certa maneira estamos nos separando de algo ou alguém a cada dia que passa e precisamos estar contentes e tranquilos para fazer do desencontro tão belo e siginificativo quanto o encontro.

Não conseguimos explicar a vitalidade de certos desencontros, pois, na verdade,  não há o que se explicar.Certos desencontros não devem jamais ser esquecidos e pronto- podem gerar filmes, também!-. Sempre estarão ali, como poeira nas frestas, como cheiro de livro antigo. Ninguém terá a capacidade de apagá-los.

O desencontro é como o amor, mas exatamente o seu oposto.


Filme el pasado com Gael García Bernal.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Phoenix.

doismiledez não foi o ano do amor arrebatador.
foi o ano do amor gotejado,
talhado na rocha com a paciência do escultor.

como eu, que tanto amo o amor, não fiz para ele uma odisséia?
aqui e agora só o amor importa.

Por P.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Só.

Contudo tomando café, lendo um livro, jogando futebol ou fazendo qualquer outra coisa ele é simplesmente tomado por uma idéia.
O erro dele não consiste em acreditar no sentir, mas sim na brevidade do sentir que faz parecer que toda idéia que o toma só pode suportá-lo por frações de segundos.

Por P.