terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Arte libertária.

Tem gente que quando me vê, principalmente a galerinha das farras passadas, trata-me como se tivesse pirado.
O engraçado é que esta visão não é de todo errônea.

Um balanço de dois anos para cá mostra-me que eu mudei tanto que parece que pirei . Até velhos conceitos, velhas crenças, minha visão da natureza e das artes mudaram.
Outro dia, um amigo me disse que o problema da arte cristã é que é clichê. Não deixa de ser verdade, afirmo, mas há um preconceito embutido. Preconceito, pois além da ignorância há a  intolerância.

Falar de amor como Vinícius, das dores do mesmo, como Cartola, da beleza, como Caetano, do cotidiano, como Chico é tão clichê quanto, tem um significado ideológico também muito grande, assim como o gospel, mas é mais apreciável. Admito que há melodias que não precisam- e não devem- ser esquecidas, são verdadeiras obras-primas, mas há de se abrir os olhos- digo, ouvidos- para o que  vem de Deus também.

É visível que esta conversa resume-se no acreditar e no que é mais acitável em se acreditar, dado a nossa cultura, nossos costumes, nossa educação e nossas necessidades de afirmação. Engana-se que há arte ou pessoa que está isenta de ideologia. Até a arte pela arte é ideológica e por sinal muito mais atrativa para a modernidade, já que esta não quer tomar partido de nada- ou quer, mas não quer parecer-.

Ás vezes, tenho medo- leia-se, medinho- até do que desejo. Digo-lhe, também- sem pânico ou caretice- cuidado você com o que acredita, pois tudo o que se acredita é o real e acontece.